Em Maio do ano passado conversei com o David Coimbra sobre a experiência de estudar inglês no exterior. Como questões sobre esse assunto estão entre as mais pedidas aqui no blog, e como este blog passou a estar sob o guarda-chuva da Rádio Gaúcha como parceiro em outubro, republico aqui para os novos leitores!
Pra quem é aqui do sul, esse cara dispensa apresentações, mas pra quem é de fora dos pampas e ainda não o conhece, apresento-o: é o jornalista David Coimbra, da Zero Hora, da Rádio Gaúcha, autor de livros como “Uma História do Mundo”, “Jô na Estrada” e “Canibais” e também tem um blog aqui no Clicrbs. O David está morando com sua família em Boston, nos EUA, e lá está frequentando um curso de inglês! Aqui ele fala rapidamente sobre a sua experiência de estudar inglês no Tio Sam!
Quando foi que você decidiu estudar inglês? Foi quando planejava a sua ida aos EUA, ou depois de ter se mudado?
Fiz uns 15 cursos de inglês no Brasil e não terminei nenhum. Antes de cada viagem, sempre dei uma “lustrada” no inglês. Sempre procurei o que achava melhor, tentava aulas particulares, mas nunca ia até o fim.
E quando você viajou, já tinha em mente que iria estudar nos EUA ou pensou nisso só depois?
Tinha em mente sim, porque o meu inglês nunca foi dos mais fluentes.
Há quanto tempo você está estudando nos EUA e quanto tempo mais imagina, ou planeja, continuar o curso?
Estou há um ano, e vou continuar sempre, porque sempre há algo a aprender. Gosto de cursos que misturam as coisas. História dos EUA, por exemplo. É muito interessante.
Como foi que você teve acesso a esse curso em particular?
Por indicações de pessoas daqui dos EUA.
E o que foi determinante pra começar?
A constatação de que ainda falta muito a aprender. A TV, por exemplo, é uma grande dificuldade.
Verdade. Na TV, assim como no cinema, o inglês falado é da velocidade do nativo, não do aluno, não é?
Exatamente. Numa aula de inglês a gente entende tudo. Numa conversa, a gente entende pelo contexto e, se não entender, a pessoa repete. Na TV não tem saída.
Baseado na sua experiência, qual é a carga horária ideal de aulas num curso fora do Brasil? Qual a sua carga de aulas?
Eu tenho pouco tempo, então estudo só duas vezes por semana. O ideal é cinco vezes por semana, pelo menos umas duas horas.
E a sua família vive com você aí nos EUA. Eles também fazem aula de inglês?
Minha mulher, sim. Meu filho agora fala melhor do que eu!
Ele já estudava inglês em Porto Alegre? Qual a idade dele?
Tem 7 anos. Estudava um pouquinho, não sabia nada. Agora vive me corrigindo.
Crianças têm realmente mais facilidade.
Tem sim! Ele dá um banho em mim e na minha mulher!
E fora da aula, na sua casa vocês falam inglês?
Mantemos o português, mas falamos muito em inglês também. Com meu filho, às vezes, falo só em inglês.
E a leitura diária, também entra no estudo extra? Você lê bastante jornais e revistas daí?
Sim! Tenho assinatura do New York Times em papel e do Boston Globe na internet.
Pra terminar, que dicas você daria para quem hoje tem o interesse em estudar inglês fora do Brasil?
Tem que vir pra um lugar em que realmente se fala inglês. Não adianta ir pra Flórida, por exemplo. Lá eles falam espanhol. Tem que se arriscar, falar com as pessoas. O ideal é não ter muitos brasileiros por perto. E não dá pra ter vergonha de falar.
