Hoje começa mais um Enem.
Eu não tenho o hábito de construir discursos intensamente emocionais em ocasiões como a de hoje. Já o fiz em outros tempos, mas não mais.
Talvez isso dê a meus alunos uma impressão de frieza. Não é o caso, e eu posso explicar. Afinal de contas, esse é o meu ofício.
Ao longo dos anos, fui amadurecendo a ideia de que provas do gênero são fronteiras traçadas entre o agora e uma nova fase das nossas vidas cuja chance de ser melhor que a atual é maior do que a de ser pior – ou, pelo menos, assim presumimos.
Essa idealização, porém, confere aos exames uma importância que eles não têm. As provas, em si, não são centrais. O que existe de relevante está em seu entorno.
Ao longo de todos esses anos, tenho reforçado a convicção de que quem é capaz de enxergar a si próprio como protagonista de uma história linda se sai melhor nessas ocasiões.
Por isso, não dou muita bola para as provas. Porque sempre fico desenhando na mente a vida de meus alunos depois delas.
Portanto, daqui para a frente, sempre que você encontrar um desses obstáculos, pense: que capítulo da história de vida que eu vou querer contar começa hoje?
O simples exercício de elaboração de uma resposta a essa pergunta vai te fortalecer.
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